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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Caminhos do Porto Romântico

Para revisitar o Romantismo Portuense do século XIX é necessário visitar lugres característicos. Locais onde se respira, onde se mergulha e revive uma época especial que combina paixão com revolução.
Os Caminhos do Romântico têm uma característica particular: quando os percorremos sentimos a nostalgia do século XIX. Passear a pé numa estreita viela, ainda em paralelo, iluminada por candeeiros da época, envolvida por muros altos cobertos e heras e rodeada por castanheiros, faz-nos revisitar um passado que continua pressente nestes caminhos que nos levam até à Quinta da Macieirinha e à Casa Tait, oferecendo ainda uma vista fabulosa para o Rio Douro.
A Rua das Flores, a Rua 31 de Janeiro, o Jardim de S. Lázaro e o Teatro S. João são outros locais considerados como símbolos do Romantismo, como contestação e renovação da sociedade do nosso tempo.

O início...


Através de um click podemos eternizar uma imagem. Uma paisagem que permanecerá para sempre na nossa memória, tal como a vimos e sentimos. Nesse instante, tentamos transmitir o que os nossos olhos viram. Fotografamos tudo e mais alguma coisa. Fotografamos desde o mais esquisito e mais louco, ao mais banal.
Mas a fotografia pode também representar um desejo, uma fantasia, uma utopia. Casas e lugares com aura de magia e misticismo despertam-nos a atenção. Estimulam a nossa imaginação e faz-nos viajar no tempo.
A fotografia permite atingir um infra-saber, pois o que representa diz-nos muito mais. É através dela que tentamos revelar fielmente certos aspectos de persistência da nossa história e da nossa espécie: “A fotografia é como a velhice: mesmo resplandecente, ela descarna o rosto, manifesta a sua essência genética” (Roland Barthes, Câmara Clara, 1979,p. 146). E foi assim que encarei este projecto. Mostrar a essência do Porto Romântico. Descobrir, reviver e sentir, em cada click, o Romantismo que cada lugar transmitia.
Orgulho-me em ser portuense e conhecer a “minha” Invicta, que conheci através dos olhos da minha mãe. Conheci a cidade e o Porto Romântico através dos seus olhos e agora mostro-o através dos meus. Arrisco em dizer que consigo mostrar a essência do “meu” Porto Romântico.